O deputado federal Reginaldo Lopes do PT de Minas Gerais propôs em 2019 a PEC que elimina a jornada 6x1 e reduz a jornada de trabalho sem afetar o salário dos trabalhadores. Hoje o assunto tem sido retomado a discussão com a iniciativa da deputada federal Érica Hilton do PSOL de São Paulo.
Os parlamentares favoráveis à redução da jornada de trabalho no Brasil justificam que essa mudança pode trazer um impulso para a economia brasileira, pois quando o trabalhador tem tempo para descansar e cuidar da saúde, todos ganham. A vida melhora, e o país cresce com mais equilíbrio e justiça.
O deputado federal por Minas Gerais autor da primeira proposta de PEC apresentada em 2019 explica:
“Chegou a hora da gente compartilhar os ganhos de produtividade da economia brasileira com os trabalhadores. Não justifica mais uma jornada de trabalho de 44 horas e nem uma escala 6x1. O que eu estou propondo, em 2019 era um outro contexto tinha mais desemprego, hoje tem menos desemprego, mas mesmo assim com o avanço tecnológico, com a inteligência artificial, com as pesquisas e também com a reforma tributária. Então chegou a hora da gente reduzir essa jornada de 44 horas para 36 horas”, afirma o deputado.
De acordo com ele é possível com o tempo culminar a jornada de 4x3, quatro dias trabalhados e três de descanso: “cinco por dois, eu acho que é o mais razoável, e também reduzindo em um prazo de 10 anos pra não ter impacto no ponto de vista do custo de produção, pra também não gerar demanda de oferta e gerar ali uma inflação, ou seja, (a proposta é) bem estruturante, mas chegou a hora, vai ser bom para a economia brasileira, porque a redução também da jornada de trabalho aumenta a produtividade do trabalhador”, relata o Reginaldo Lopes.
Ele afirma que tem várias empresas no Brasil e em Minas gerais que estão participando do movimento de reduzir para 32 ou 36 horas semanais a jornada de trabalho, já que os dados dos países onde essa jornada foi implantada o ganho de produtividade foi extraordinário.